quarta-feira, 29 de setembro de 2010

PC Alice: Madness Returns

Quando "American McGee's Alice" foi lançado para PC, mais de dez anos atrás, se destacou por ser uma versão sombria do clássico de literatura infantil "Alice no País das Maravilhas". Agora, o game recebe uma continuação, na forma de "Alice: Madness Returns".

A história do jogo continua os eventos da aventura anterior, que revelou que toda a família de Alice morreu em um incêndio terrível, levando a jovem à loucura pela perda trágica. Após dez anos no hospício, ela cai em um buraco de coelho e chega ao enigmático País das Maravilhas - que de maravilhoso não tinha nada - que fica ainda mais distorcido por causa de seu estado mental delicado.

Nesta sequência, Alice está de volta a Londres, livre do hospício onde vivia, mas sob os cuidados de um psiquiatra. Um ano se passou e Alice não apresenta melhoras, ainda sofrendo com alucinações e pesadelos. A heroína retorna ao País das Maravilhas para descobrir a verdade sobre o seu passado. O game apresenta a mesma atmosfera sombria do original, mas com gráficos condizentes aos consoles atuais.

Os cenários de "Madness Returns" são escuros, sombrios e bizarros. A arquitetura do País das Maravilhas transmite a sensação de que algo está levemente sempre fora do lugar. A personagem Alice é descrita pelo criador do jogo, American McGee, como forte, bonita e confiante, mas McGee também comentou que a personagem pode ser uma versão idealizada de si mesma no País das Maravilhas e portanto, apresentar um comportamento diferente no "mundo real".

Todos os inimigos em "Madness Returns" são quebra-cabeças nos quais o jogador precisa encontrar os pontos fracos para destruí-los. Alice terá à sua disposição quatro armas, incluindo a Vorpal Blade do primeiro jogo e três novas: a Tea Pot, Hobby Horse e Pepper Grinder. Além de lutar, Alice também adquire outras habilidades especiais no País das Maravilhas, como se tornar gigante ao beber a icônica garrafa "Beba-me" ou encolher para atravessar minúsculos túneis.

Pc ragnarok online

http://jogos.uol.com.br/pc/videos/ragnarokii.jhtm?mediaId=ragnarok-online-ii-04021A336AD0B973C6 video contendo a versao de ragnarok 2 sera no ocidente ?

Jogadores de "APB" não serão reembolsados

Os constantes problemas dos estúdios Realtime Worlds afetaram o jogo "APB", que fechou os seus servidores menos de três meses após o seu lançamento, que aconteceu em 29 de junho. Seria de se esperar que os jogadores que investiram no game tivessem um reembolso com os gastos, mas segundo o site Gamasutra, isso não acontecerá.

O administrador Paul Dounis da Realtime Worlds, disse ao site que os jogadores de "APB" não receberão uma restituição após o encerramento do título online no início deste mês, mas a EA teria oferecido um número de cupons de desconto e jogos gratuitos como forma de compensação para os jogadores prejudicados. Algumas pessoas confirmaram nos fóruns da Steam que receberam cupons no valor de US$ 20 e jogos gratuitos.

A Valve, responsável pela rede de distribuição online Steam, também comunicou que não emitiria restituições para os consumidores que compraram o jogo através do serviço de download digital: "Como acontece com a maioria dos produtos de software, nós não oferecemos reembolso ou troca de compras feitas online, conforme descrito nas regras de licença de software", diz o comunicado.

Boatos recentes dizem que a Epic Games, responsável por "Gears of War", estaria em negociação para adquirir os direitos do jogo online, mas até o momento nenhuma das duas empresas fez um pronunciamento oficial a respeito da negociação.

Polícia contra Ladrão

Distribuído pela Electronic Arts,"APB" é um game online no qual o jogador pode assumir ser um bandido ou um policial. O lado positivo da criminalidade é a liberdade, enquanto as forças da lei possuem um arsenal poderoso. Os dois lados disputam distritos de vários mapas, que pretendem imitar metrópoles do mundo real.

A idealização do game é de David Jones, de "Grand Theft Auto", e os combates têm suporte para mais de cem jogadores simultâneos.

Roubo de carro e perseguição em "APB"

"Zenonia" é o destaque do Nintendo Downloads desta semana

Ao contrário do que foi visto na última semana, nesta segunda-feira (27) o canal Nintendo Downloads recebe apenas quatro jogos, sendo dois para a rede do Wii e dois para a do Nintendo DSi.

Disponível na DSiWare por 800 DSi Points (US$ 8), "Zenonia" é um jogo de RPG em que o jogador pode escolher entre três classes distintas (Paladin, Warrior e Assassin) para se aventurar em busca de informações sobre o que está por trás da morte do pai do protagonista. Durante a jornada, que conta com ciclo de dia e noite, é possível adquirir itens e novas habilidades para o personagem.

O outro jogo para a rede do Nintendo DSi é "Fizz", quebra-cabeças vendido por 200 DSi Points (US$ 2). Como em outros títulos do gênero, aqui são apresentadas peças de várias cores, e é preciso unir as iguais para fazer combos e conseguir mais espaço no diagrama.

Já a rede WiiWare tem a adição de "Target Toss Pro: Lawn Darts", que apresenta quatro modalidades de jogos de dardos: Classic Lawn Darts, 501, Cricket e Poker Darts. Cada uma delas conta com regras próprias, e é possível conferi-las ao custo de 700 Wii Points (US$ 7).

O último jogo da atualização desta semana é "Astro Bugz Revenge", que sai por 700 Wii Points (US$ 7). No game, até dois jogadores podem se unir para defender o nosso sistema solar do ataque inimigo, e há a opção de jogar como o invasor.

Nenhum título para Virtual Console foi lançado nesta última atualização.

Xbox 360 Halo: Reach

Stephen McGill, diretor da divisão da Microsoft responsável pelo Xbox no Reino Unido, disse que "Halo: Reach" poderia ser considerado o "Halo 4" em tudo, exceto no nome. Seria "Reach" mesmo o grande sucessor de "Halo 3" ou apenas uma versão paralela, como aconteceu com "Halo: ODST"? Felizmente, o título consegue dar seqüência ao legado graças à grande quantidade de inovações no visual e na mecânica, além de uma trama contundente e empolgante, como todo "Halo" deve ser.

Algumas coisas em "Reach" chamam a atenção logo no início. O impressionante vídeo de introdução mostra o espaço em alta definição e apresenta ao jogador a intenção da Bungie em surpreender. Após passar pela curiosa tela inicial com o título "Reach" (curiosamente, a marca "Halo" ficou de fora), o jogador nota a ausência de Master Chief. O grande heroi da divisão Spartan, que protagonizou os três primeiros jogos da série, está ausente pela segunda vez consecutiva na franquia (em "ODST" o jogador controlava um soldado chamado de "Novato").

Trecho da campanha de "Halo: Reach"
Dessa vez, porém, o jogo começa com uma novidade para compensar a perda. O jogador pode criar o soldado como preferir, escolhendo inclusive se será homem ou mulher e decorando a armadura com diversas partes personalizáveis, como ombreiras, joelheiras, pulsos e capacete. Outra opção interessante é a de comprar novos itens para a armadura, com pontos obtidos nas sessões multiplayer online, offline e até no modo de campanha solo.

Diferente de "Halo: ODST", que ofereceu um mundo aberto com missões com diferentes personagens em formato de flashbacks, "Reach" retoma conceitos originais da série, com missões que misturam completar objetivos e tiroteios contra os alienígenas Covenant. A trama paralela mostra eventos anteriores aos acontecimentos de "Halo: Combat Evolved", primeiro episódio da saga. O jogador assume o controle do soldado novato de codinome Noble 6, parte de um batalhão de Spartans presos no meio do fatal ataque do coletivo alienígena Covenant ao planeta Reach, uma das últimas colônias humanas ainda intactas no universo. O combate ocorre paralelamente aos eventos do livro "Fall of Reach", que narra parte da origem de Master Chief e indica que o desfecho de "Halo: Reach" é trágico.

Renovação total

"Reach" foi anunciado como o último "Halo" produzido pela Bungie e a empresa se esforçou para finalizar seu trabalho na série de uma forma primorosa. De fato, "Reach" é diferenciado. Seus cenários são construídos com efeitos visuais incríveis, graças ao novo motor gráfico, mas o que chama a atenção é a direção de arte nas paisagens. Os elementos gráficos impressionam, desde os céus apocalípticos tão característicos da série, até as gotículas de chuva cruzando a belíssima cachoeira na primeira missão. As armaduras dos heróis são muito bem construídas, assim como os alienígenas, suas armas futurísticas e máquinas de guerra.

Cinco minutos de "Halo: Reach"
O DNA da franquia é notável nos momentos de tensão e tiroteios, mas a mecânica foi visivelmente aperfeiçoada. Vira e mexe o jogador pode ser surpreendido por Covenants se cair na ingenuidade de olhar as belas paisagens. Sobre os inimigos, é importante citar a inteligência artificial de seus ataques no modo solo. Mesmo na dificuldade normal, os adversários são capazes de cercar o jogador que tentar se esconder em algum local mais seguro. Caso tente escapar correndo para o lado oposto, os inimigos o seguirão, se reorganizando para um novo ataque.

Por sorte, os cenários são amplos o suficiente para a criação de muitas estratégias diferentes de jogo. Outra boa novidade são recursos inéditos das armaduras, que podem ser adquiridos em bases específicas para este fim, como um escudo com recuperação de força, mais velocidade na corrida e até flutuar por tempo limitado sobre o cenário.

No multiplayer, "Reach" segue o padrão dos jogos anteriores, com destaque para o tradicional modo "Forge", chamado "Fornalha" em português, que permite a criação de arenas e o "Firefight", que oferece ao jogador batalhas personalizáveis em diferentes cenários. Ambos também podem ser jogados no modo offline, com tela dividida para dois jogadores.

Wii Spider-Man: Shattered Dimensions

Saltando e balançando entre os prédios de Nova York o Homem-Aranha luta contra o crime, não importa a época, seja nos anos 30, 2000 ou 2099 - ele estará lá para salvar a vizinhança. Em "Spider-Man: Shattered Dimensions" são quatro heróis que chegam para salvar o dia de um terrível vilão superpoderoso.

Veja o trailer de lançamento
A história conta que o vilão Mystério encontra um objeto mágico conhecido como "Tablet of Order and Chaos" que tem o poder de alterar a realidade.

Assim que o vilão coloca as mãos nele, o Homem-Aranha aparece e tenta impedir que o ilusionista o use para o mal, mas no calor do combate o artefato se despedaça e é espalhado por diversos universos paralelos. Isso chama a atenção de Madame Teia, que entra em contato com quatro versões do herói para encontrar as peças e restaurar a placa.

Quatro vezes Aranha

No lugar de usar apenas um herói, a Beenox resolveu arriscar: o jogador controla quatro versões diferentes do Homen-Aranha que encaram a missão de resgatar as peças do artefato. O atual, conhecido como Amazing; um dos anos 30, baseado na minissérie Noir; o de um futuro possível, no ano 2099, e o de uma realidade alternativa, da série Ultimate. Todos muito similares e, ao mesmo tempo, bem diferentes, dando mais variedade para o usuário.

Mesmo tendo pontos em comum, como combos, disparos de teia e afins, os heróis têm animações, dubladores e até mesmo poderes diferentes. No caso do Aranha Ultimate, que usa o uniforme negro, seu diferencial é o uso do recurso Rage, que facilita a luta contra vários inimigos simultâneos. Miguel O'Hara, do ano 2099, tem a visão acelerada, o que o permite esquivar dos ataques dos seus oponentes. Noir é o mais diferente, lembrando o estilo do game "Batman: Arkham Asylum", no qual o jogador deve usar as sombras para nocautear seus inimigos. O Amazing usa e abusa de suas piadas e trocadilhos infames. mantendo o humor sempre em alta. O resultado é bom suficiente para agradar até mesmo o fã mais inflexível do herói.

Para a fórmula funcionar, "Shattered Dimensions" abandonou o jogo em mundo aberto e retomou um estilo bem-vindo de fases fechadas e com objetivos claros. Isso possibilita que cada mundo seja mostrado de uma forma singular, mas também cria um problema sério: não existe um elemento que mantém a coerência, um ponto de ligação entre os protagonistas.

O criador Stan Lee fala sobre o game
Cada cenário dá a impressão de ser um jogo completamente novo e separado dos outros e os protagonistas só vão ter algum tipo de comunicação no último estágio. O roteirista Dan Slott, famoso por trabalhar na série "Guerra Civil", nas histórias em quadrinhos, poderia ter resolvido isso, porém a impressão que fica é que são quatro jogos separados que foram unidos por uma história genérica.

A mecânica dos estágios também é muito similar e segue uma fórmula simples: encontrar o chefe pela primeira vez, salvar civis e acabar com os adversários, lutar com o chefe pela segunda vez. Isso deixou o jogo bem repetitivo e quase estraga a experiência de jogo.

Todavia, o jogo possui um sistema de combate bastante diversificado e desafiador. Não basta ficar apertando o mesmo botão diversas vezes, é necessário mesclar combos aéreos, esquivas e arremessos para acabar com a horda de vilões. Além disso, cada batalha com chefe é única e mostra que a Beenox conhece bem o universo do herói, usando as fraquezas de cada um deles, como no caso do Homem Areia, que deve ser molhado para receber danos, ou Dead Pool, que fica parado se gabando ao acertar um soco ou chute.

Wii Batman: The Brave and the Bold

É difícil olhar para "Batman: The Brave and the Bold - The Videogame" e não lembrar com saudades da era 16-bits. Bonecos se movimentando lateralmente, gráficos sem muitos efeitos e diversão ao lado de um ou dois amigos são apenas algumas das coisas que você encontra por aqui - o que por si só já vale o investimento de algumas horas.

"Batman: The Brave and the Bold - The Videogame" é baseado no desenho homônimo (conhecido por aqui como "Batman: Os Bravos e Destemidos") e mostra o Cavaleiro das Trevas combatendo o crime ao lado de outros herois. Para seguir a mesma ideia apresentada na animação, os quatro estágios do jogo são divididos em capítulos e apresentam parceiros conhecidos pelos fãs: Besouro Azul, Lanterna Verde, Homem-Gavião e Robin.

Detonando a bandidagem

Acostumar-se com os controles do jogo não leva mais do que alguns minutos: há um tutorial no início, mas é possível aprender os comandos básicos enquanto progride pelo primeiro estágio. É exigido o uso do Wii Remote e do Nunchuk, e todos os botões são necessários para desferir golpes com os heróis, indo de combos em terra a seqüências aéreas. Agarrões e movimentos especiais acionados com movimentos em ambos os controles também fazem parte do pacote.

Batman une forças com velhos amigos
Uma coisa que chama a atenção é o acabamento do jogo, que apresenta não apenas gráficos vivos, mas cenas de animações no início e no fim de cada estágio. Por falar em animações, as vozes utilizadas aqui são as mesmas do desenho (em inglês, apenas), o que dá mais credibilidade tanto para os diálogos que antecedem um evento importante quanto para os comentários feitos pelos personagens no decorrer das missões - alguns deles chegam a render boas risadas.

Se por um lado houve toda uma preocupação com o aspecto visual e os controles do jogo, a dificuldade ficou esquecida. Ainda que alguns combates ofereçam um pouco de desafio (ou mesmo determinados quebra-cabeças encontrados no caminho), há praticamente um sem fim de vidas para gastar, bem como continues que custam apenas 100 moedas, quantidade obtida em questão de minutos, deixando tudo muito mais fácil.

O sistema de personagens secundários é outra coisa que deixa a desejar. É interessante ver herois como Arqueiro Verde e Aquaman no rol dos combatentes que oferecem suporte, aparecendo na tela e desferindo um ataque poderoso quando convocados, mas raramente você vai acioná-los durante a partida - é possível concluir o jogo sem sequer encostar no botão que os invoca.

Há ainda um sistema de compra e melhoria de equipamentos utilizando o dinheiro adquirido nos combates, bem como a possibilidade de um terceiro jogador controlar Bat-Mirim utilizando o Nintendo DS. Claro, desde que esse não se incomode em ficar apenas coletando itens e lançando bigornas nos oponentes, uma gama de ações muito mais limitada com relação aos dois personagens principais.