Reprodução
Com lançamento antecipado nos Estados Unidos, Sega Saturn chega às prateleiras com poucos jogos
FOTO DE "DAYTONA USA"
A data de lançamento do Saturn, nos Estados Unidos, é confirmada para o dia 2 de setembro, apelidado de 'Sábado Saturn'. Mas a Sega resolve se antecipar e coloca o console no mercado em maio, por US$ 399. As vendas foram baixas porque a estréia antecipada pegou as softhouses de surpresa, os títulos disponíveis eram poucos. Quem comprou o console, comemorou a chegada de jogos "Virtua Fighter", "Daytona USA" e "Panzer Dragoon". E os problemas continuaram. A pressa em se produzir jogos para o Saturn, fez com os títulos perdessem em qualidade.
A Sega e a empresa 3DO estavam prontas para anunciar um projeto conjunto de videogame de 64 bits baseado na tecnologia M2. Mas o acordo foi quebrado, embora os boatos tenham continuado por todo o ano.
O desenvolvimento de jogos para 3DO cai drasticamente em vitude do anúncio antecipado de um 64 bits.
A Panasonic acaba comprando a tecnologia M2 para uso doméstico por US$ 100 milhões, segundo dados fornecidos pela empresa.
Reprodução
Excêntrico demais, o Virtual Boy, da Nintendo, não pegou
Enquanto as pessoas querem saber como anda o Project Reality, agora chamado de Ultra 64, a Nintendo lança o Virtual Boy, por US$ 179,95. O portátil de 32 bits com visor mostra imagens 3D. A Nintendo declarava que as vendas do Game Boy iam bem, pois o Virtua, que exibia imagens em vermelho, era muito criticado e vendeu menos que o projetado. Deixou jogos como "Mario Tennis", "VTetris" e "TeleroBoxer".
O PlayStation é lançado nos Estados Unidos por US$ 299 - US$ 100 menos que o esperado. Uma boa coleção de softwares ajuda o PlayStation a vender bem - o console foi recebido com louvor por mídia e público.
O Jaguar continua caindo, mesmo com o lançamendo do Jaguar CD, periférico que permite o uso de CDs.
O lançamento do Nintendo 64, nome definitivo do Ultra 64, é adiado. A desculpa da Nintendo se repetiria no futuro: apoio, por mais alguns meses, aos desenvolvedores de jogos para Super NES.
A Nintendo revela o aparelho na Shoshinkai, uma feira realizada no Japão, e causa sensação com "Super Mario 64". Rumores indicam que poucos jogos estão sendo preparados para o novo console.
A Sega percebe que deixou o público confuso com o Saturn e periféricos para o Mega Drive, e cancela o projeto Neptune, um sistema integrado que combina Mega Drive e 32X.
O ano não termina bem no mundo dos videogames. Muitas empresas japonesas fecham suas filiais nos EUA e algumas softhouses americanas vão à falência. A briga entre Sega e Sony tem vencedor: a Sony.
Reprodução
"Sega Rally", para Sega Saturn
AMPLIAR FOTO
A Sega termina o ano com três conversões de arcade para o seu videogame Saturn numa tentativa de contra-atacar a popularidade crescente do PlayStation: "Virtua Fighter 2", "Virtua Cop" e "Sega Rally". Por outro lado, o suporte ao Sega CD e ao 32X, acessórios do Mega Drive (Sega Genesis nos Estados Unidos), é abandonado pela empresa.
1996
A Estrela deixa a Playtronic e a empresa passa a se chamar Gradiente Entertainment.
A Sony anuncia a redução do preço do PlayStation para US$ 199; novos produtos também são lançados. A Sega se vê obrigada a fazer o mesmo, mas não tem muitos desenvolvedores trabalhando para os seus consoles. Começam a surgir rumores de que a empresa vai parar de produzir hardwares e viver da conversão de jogos de arcade.
"MARIO 64", "DAYTONA", "TEKKEN" E OUTROS (1995-1996)
MAIS VÍDEOS DA "HISTÓRIA DO VIDEOGAME"
A Panasonic não faz demonstrações do M2, mas permite que a 3DO faça isso. A 3DO, por sua vez, se nega a falar sobre projetos futuros em nome do velho sigilo industrial.
A mídia CD parecia ser a única opção para os videogames domésticos e já havia muitas dúvidas sobre a viabilidade dos cartuchos.
O arcade "Virtua Fighter 3, um show de tecnologia, é lançado pela Sega. Uma versão para Saturn é logo anunciada. No Japão, o jogo teve excelente retorno comercial, mas nos Estados Unidos, onde jogos da Namco como "Soul Edge" e "Tekken" se davam melhor, o sucesso não foi o mesmo.
Reprodução
"Resident Evil" (PSX) tinha atores reais para as cenas não-interativas, algo que foi extinto nas seqüências e no remake
A Capcom coloca seu primeiro "Street Fighter" poligonal nas ruas: "Street Fighter EX". Sob a pressão do esperadíssimo "Street Fighter III", a versão "EX" não teve sucesso. Mas se "Street" dava sinais de cansaço, outra lenda da empresa nascia. Em 22 de março de 1996, "Biohazard" foi lançado para PlayStation. A versão americana ganhou nome totalmente diferente e apareceu oito dias depois. "Resident Evil" popularizou o gênero horror de sobrevivência nos videogames e gerou inúmeros clones.
Em mais um momento de declínio dos arcades, os jogos de simulação de ski, snowboard e jet ski começam a ganhar popularidade.
O mercado de fliperamas, antes dominado por jogos de tiro e ação à la "Final Fight", estava saturado de jogos de luta. Além disso, a sofisticação dos arcades tornava a diversão cara e afastava o público. A pequena diferença de qualidade entre consoles e arcades é outro fator que leva as máquinas grandes ao declínio.
A Nintendo comemora um bilhão de cartuchos vendidos pelo mundo, enquanto as lojas jogam fora estoques de cartuchos 16 bits.
A Sega tem um belo prejuízo, pois alguns jogos não vendidos ficaram mofando em armazéns. E a Acclaim, ex-queridinha de Wall Street, também passa por maus momentos. Tal qual no crash do Atari 2600, em 1984, ninguém queria saber de jogo ruim.
A Atari e a JST se fundem e a produção do Jaguar é oficialmente interrompida - na verdade, o console e seus periféricos já não vinham sendo fabricados há meses e a empresa vivia de estoques.
O portátil de 32 bits da Nintendo é descoberto por revistas online. A empresa acaba admitindo a existência do projeto Atlantis, console com chip RISC desenvolvido por empresas japonesas e européias ligadas à Nintendo. Mas o esperado lançamento do Nintendo 64 faz com que todos se esqueçam do Atlantis.
Nolan Bushnell retorna à cena como presidente da Aristo Games, empresa que produz módulos de internet para bares e fliperamas.
Reprodução
Nintendo 64 é lançado no Japão e, como o Sega Saturn, sofre com a falta de jogos
FOTO DE "MARIO 64"
Finalmente, em junho, o Nintendo 64 é lançado no Japão. Muitas filas e tumultos eram esperados, mas a melhoria no sistema de distribuição permitiu que as pessoas comprassem o videogame até em lojas de conveniência. Os primeiros lotes do console logo foram vendidos, porém, pouco depois, as vendas caíram devido à falta de novos títulos. Só havia três jogos no mercado: "Super Mario 64", "Pilotwings 64" e "Saikyo Habu Shogi".
Os rumores se confirmavam: poucos jogos estavam sendo desenvolvidos e os lançamentos custavam a aparecer nas prateleiras.
Em setembro, o Nintendo 64 chega aos Estados Unidos por US$ 199. Mais de 1,7 milhões de unidades foram vendidas em três meses. Os desenvolvedores, que há pouco tempo se queixavam dos cartuchos, criam novos jogos graças ao bom desempenho do N64.
Na Shoshinkai, a Nintendo anuncia o 64DD, aparelho de disk drive que permite usar disquetes ao invés de cartuchos, aumentando a capacidade de armazenamento. O Rumble Pak, dispositivo para fazer tremer o controle, também é anunciado.
Reprodução
O talento de Naoto Oshima, criador de Sonic e de jogos como "Phantasy Star" e "Burning Rangers", não salvou "NiGHTS" das baixas vendas. Na época do lançamento, Sega Saturn estava em baixa e os mascotes perdiam espaço para os jogos violentos
VEJA FOTO DO JOGO
O jogo "Nights", criado pela equipe de Sonic para levantar o Saturn, não emplaca. Claris e Elliot são levados a um mundo de sonhos que logo se transforma em um mundo de pesadelos. Eles, com a ajuda de Nights, precisam evitar que o vilão da história impeça as pessoas de sonhar. Os gráficos, que no início do jogo eram bem coloridos, iam ficando sombrios conforme os pesadelos tomavam conta da história. Apesar do fracasso do jogo, o personagem Nights tinha carismático e ficou na memória daqueles que deram uma chance para o game.
O ano termina com uma nova vitoriosa no mundo dos games: a Sony. Perto do Natal, a empresa chega a faturar US$ 12 mi por dia.
Com o sucesso do PlayStation, inicia-se uma guerra de preço entre os consoles de 32 bits.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
A História do Videogame 1993
A Panasonic começa a campanha de marketing do seu 3DO (US$ 699), o primeiro videogame 32 bits da história, desenvolvido pela empresa 3DO.
Com o apoio de grandes softhouses do mundo inteiro - algumas desenvolviam exclusivamente para o console - o 3DO pareceu invencível no começo, apesar de seu preço bem exagerado para um console doméstico. "Road Rash", da Electronic Arts, foi uma das sensações do console. A lista de jogos inclui "Crash 'N Burn", "Gex" e
"Way of the Warrior".
Reprodução
Atari bem que tentou popularizar o nome Jaguar com chaveiro, boné, camiseta, caneca, relógio e toda sorte de merchanding
FOTO DE "RAYMAN"
A Atari arquiva o Panther, de tecnologia ultrapassada, e lança o Jaguar, que a empresa diz ser o primeiro console de 64 bits do mundo. Tecnicamente, é discutível se o Jaguar tinha ou não 64 bits. Na prática os jogos estavam apenas um nível acima dos consoles de 16 bits. Poucas softhouses fizeram jogos para o Jaguar, mas, pelo menos para os americanos, o console teve um valor sentimental. Foi no Jaguar que "Rayman", o mascote sem braços e pernas da UbiSoft, teve sua primeira aparição.
Nintedo e Sega anunciam seus videogames de próxima geração: Project Reality, de 64 bits, e Sega Saturn, respectivamente. Nesse momento, a Sega ainda não havia decidido se o Saturn teria 32 ou 64 bits.
A Sega, que dominava mais da metade do mercado de videogames nos Estados Unidos, lança "Sonic the Hedgehog 3". A Nintendo não havia colocado no mercado nenhum Mario novo desde o lançamento do primeiro "Sonic". Curiosamente, o excelente "Sonic the Hedgehog CD", lançado para o Sega CD e talvez o único título capaz de salvar o periférico da morte, teve sua música alterada (para pior) e foi pouco promovido nos Estados Unidos.
No Brasil, Gradiente e Estrela formam a Playtronic, joint venture que representa a Nintendo em território nacional. Todos os hardwares da empresa japonesa passam a ser fabricados em Manaus. A SNK também monta filial no Brasil, a Neo Geo do Brasil.
Reprodução
Com "Mortal Kombat", senado norte-americano abre guerra contra a violência nos jogos
AMPLIAR FOTO
A violência de jogos como "Mortal Kombat" e "Night Trap" abalam o Senado americano. Os senadores Joseph Lieberman e Herbert Kohl lançam uma investigação para saber como a violência dos jogos interfere na vida dos usuários. Mas a intenção real é banir os jogos violentos. As empresas de videogame concorrentes usam esta ocasião para se atacarem e criticam os lançamentos de "Night Trap" e "Mortal Kombat". Após a confusão, criam um sistema de censura por faixa etária e lançam jogos ainda mais violentos. Vale lembrar que para a ativar o sangue em "Mortal Kombat" para console era necessário inserir um código. Algo que todos os jogadores faziam questão de ativar.
"ROAD RASH", "FIFA", "STARFOX" E OUTROS (1993-1994)
MAIS VÍDEOS DA "HISTÓRIA DO VIDEOGAME"
1994
O lançamento de "Super Metroid", para Super NES, deixa a Nintendo em condições de dar o troco à Sega no mercado de 16 bits.
Jogos com o chip Super FX, como "Star Fox", são colocados no mercados para competir com os consoles de 32 e 64 bits.
Reprodução
Sega 32X foi uma tentativa da Sega de prolongar a vida do Mega Drive (Sega Genesis), mas faltou o suporte das produtoras
FOTO DE "VIRTUA RACING"
A Sega lança o 32X, periférico que transforma o Mega Drive em 32 bits por US$ 179,95. Para impedir que Jaguar e 3DO ganhassem espaço, o 32X sai com uma boa leva de jogos como "Virtua Racing", "Star Wars" e "Doom". Mas as licenciadas da Sega não confiaram no novo periférico. Nenhuma delas sabia o que a empresa de Sonic estava planejando para o 32X. Outro empecilho: a Sega não tinha condições de lançar o 32X no Japão.
Enquanto isso, a Nintendo lança o Super Game Boy por US$ 59,95. Os cartuchos de Game Boy rodavam no novo portátil e ainda ganhavam alguns recursos.
Quando nada se esperava de novo no Super Nes, a Nintendo surpreende o mercado com o lançamento de "Donkey Kong Country", desenvolvido pela Rare. O jogo foi apresentado numa feira nos Estados Unidos - o público esperava por informações do Project Reality. Mesmo com uma CPU lenta, o Super NES provou que ainda poderia competir com o Jaguar e o 3DO. O jogo foi o mais vendido do ano e a Nintendo encostou na Sega em número de consoles vendidos. Em 11 de novembro, a Sega coloca o Saturn, videogame de 32 bits, no mercado japonês, e com bons jogos. Entre eles estava o sucesso do arcade "Virtua Fighter".
Reprodução
Sony PlayStation chega ao Japão para tirar a supremacia da Nintendo
FOTO DE "RIDGE RACER"
FOTO DE "SPACE GRIFFON"
FOTO DE "TOSHINDEN"
Em 3 de dezembro foi a vez da Sony entrar em ação com o PlayStation. A estréia se deu com ótimas conversões de arcade como "Ridge Racer", bons jogos originais encabeçados por "Battle Arena Toshinden" e alguns títulos medíocres como "Space Griffon".
A Sega lança mais um Sonic: "Sonic & Knuckles". Apesar do forte marketing, as vendas foram fracas se comparadas com as de títulos anteriores do mascote. Talvez os jogos da série, muito parecidos, tenham saturado o mercado. "Sonic & Knuckles" era um jogo cheio de segredos. O cartucho tinha uma entrada para outro cartucho e podia se conectar com títulos como o primeiro "Sonic"; as fases desse último podiam ser jogadas com Knuckles.
Apesar do sucesso de jogos como "Donkey Kong Country", as vendas em geral do ano foram baixas.
Com o apoio de grandes softhouses do mundo inteiro - algumas desenvolviam exclusivamente para o console - o 3DO pareceu invencível no começo, apesar de seu preço bem exagerado para um console doméstico. "Road Rash", da Electronic Arts, foi uma das sensações do console. A lista de jogos inclui "Crash 'N Burn", "Gex" e
"Way of the Warrior".
Reprodução
Atari bem que tentou popularizar o nome Jaguar com chaveiro, boné, camiseta, caneca, relógio e toda sorte de merchanding
FOTO DE "RAYMAN"
A Atari arquiva o Panther, de tecnologia ultrapassada, e lança o Jaguar, que a empresa diz ser o primeiro console de 64 bits do mundo. Tecnicamente, é discutível se o Jaguar tinha ou não 64 bits. Na prática os jogos estavam apenas um nível acima dos consoles de 16 bits. Poucas softhouses fizeram jogos para o Jaguar, mas, pelo menos para os americanos, o console teve um valor sentimental. Foi no Jaguar que "Rayman", o mascote sem braços e pernas da UbiSoft, teve sua primeira aparição.
Nintedo e Sega anunciam seus videogames de próxima geração: Project Reality, de 64 bits, e Sega Saturn, respectivamente. Nesse momento, a Sega ainda não havia decidido se o Saturn teria 32 ou 64 bits.
A Sega, que dominava mais da metade do mercado de videogames nos Estados Unidos, lança "Sonic the Hedgehog 3". A Nintendo não havia colocado no mercado nenhum Mario novo desde o lançamento do primeiro "Sonic". Curiosamente, o excelente "Sonic the Hedgehog CD", lançado para o Sega CD e talvez o único título capaz de salvar o periférico da morte, teve sua música alterada (para pior) e foi pouco promovido nos Estados Unidos.
No Brasil, Gradiente e Estrela formam a Playtronic, joint venture que representa a Nintendo em território nacional. Todos os hardwares da empresa japonesa passam a ser fabricados em Manaus. A SNK também monta filial no Brasil, a Neo Geo do Brasil.
Reprodução
Com "Mortal Kombat", senado norte-americano abre guerra contra a violência nos jogos
AMPLIAR FOTO
A violência de jogos como "Mortal Kombat" e "Night Trap" abalam o Senado americano. Os senadores Joseph Lieberman e Herbert Kohl lançam uma investigação para saber como a violência dos jogos interfere na vida dos usuários. Mas a intenção real é banir os jogos violentos. As empresas de videogame concorrentes usam esta ocasião para se atacarem e criticam os lançamentos de "Night Trap" e "Mortal Kombat". Após a confusão, criam um sistema de censura por faixa etária e lançam jogos ainda mais violentos. Vale lembrar que para a ativar o sangue em "Mortal Kombat" para console era necessário inserir um código. Algo que todos os jogadores faziam questão de ativar.
"ROAD RASH", "FIFA", "STARFOX" E OUTROS (1993-1994)
MAIS VÍDEOS DA "HISTÓRIA DO VIDEOGAME"
1994
O lançamento de "Super Metroid", para Super NES, deixa a Nintendo em condições de dar o troco à Sega no mercado de 16 bits.
Jogos com o chip Super FX, como "Star Fox", são colocados no mercados para competir com os consoles de 32 e 64 bits.
Reprodução
Sega 32X foi uma tentativa da Sega de prolongar a vida do Mega Drive (Sega Genesis), mas faltou o suporte das produtoras
FOTO DE "VIRTUA RACING"
A Sega lança o 32X, periférico que transforma o Mega Drive em 32 bits por US$ 179,95. Para impedir que Jaguar e 3DO ganhassem espaço, o 32X sai com uma boa leva de jogos como "Virtua Racing", "Star Wars" e "Doom". Mas as licenciadas da Sega não confiaram no novo periférico. Nenhuma delas sabia o que a empresa de Sonic estava planejando para o 32X. Outro empecilho: a Sega não tinha condições de lançar o 32X no Japão.
Enquanto isso, a Nintendo lança o Super Game Boy por US$ 59,95. Os cartuchos de Game Boy rodavam no novo portátil e ainda ganhavam alguns recursos.
Quando nada se esperava de novo no Super Nes, a Nintendo surpreende o mercado com o lançamento de "Donkey Kong Country", desenvolvido pela Rare. O jogo foi apresentado numa feira nos Estados Unidos - o público esperava por informações do Project Reality. Mesmo com uma CPU lenta, o Super NES provou que ainda poderia competir com o Jaguar e o 3DO. O jogo foi o mais vendido do ano e a Nintendo encostou na Sega em número de consoles vendidos. Em 11 de novembro, a Sega coloca o Saturn, videogame de 32 bits, no mercado japonês, e com bons jogos. Entre eles estava o sucesso do arcade "Virtua Fighter".
Reprodução
Sony PlayStation chega ao Japão para tirar a supremacia da Nintendo
FOTO DE "RIDGE RACER"
FOTO DE "SPACE GRIFFON"
FOTO DE "TOSHINDEN"
Em 3 de dezembro foi a vez da Sony entrar em ação com o PlayStation. A estréia se deu com ótimas conversões de arcade como "Ridge Racer", bons jogos originais encabeçados por "Battle Arena Toshinden" e alguns títulos medíocres como "Space Griffon".
A Sega lança mais um Sonic: "Sonic & Knuckles". Apesar do forte marketing, as vendas foram fracas se comparadas com as de títulos anteriores do mascote. Talvez os jogos da série, muito parecidos, tenham saturado o mercado. "Sonic & Knuckles" era um jogo cheio de segredos. O cartucho tinha uma entrada para outro cartucho e podia se conectar com títulos como o primeiro "Sonic"; as fases desse último podiam ser jogadas com Knuckles.
Apesar do sucesso de jogos como "Donkey Kong Country", as vendas em geral do ano foram baixas.
A História do Videogame 1991
A Nintendo lança a versão americana de Super Famicon, rebatizada como Super NES, por de US$ 249,95. Jornalistas questionavam se o novo Mario seria o suficiente para atrair os fabricantes dedicados ao NES.
A Sega joga pesado e põe "Sonic the Hedgehog" no Mega Drive para competir com o novo console da Nintendo. O carismático personagem, que virou mascote da Sega, ganha as capas de muitas revistas que levantam o desafio: Mario ou Sonic, qual é o melhor? Mario ganha a disputa.
Acontece a primeira investida da Sony no mercado de videogames. A empresa propõe o lançamento de um CD-ROM, o PlayStation, para o Super NES. O periférico melhoraria as capacidades gráficas e sonoras com o novo formato em CD.
A Galoob Toys lança o Game Genie, um acessório que permite "mexer" no jogo: obter vidas infinitas e truques que deixam os jogos mais fáceis são os trunfos do apetrecho. Mais uma vez, a Nintendo não gosta nada da história. De acordo com a empresa, o Game Genie reduz o a diversão do jogo. A Nintendo perde a ação e o acessório continua sendo vendido. Ele é usado hoje em dia para rodar jogos no Nintendo, ultrapassando o chip de proteção do console (que com o tempo pára de funcionar direito). Quando a Galoob vai produzir uma versão para o Mega Drive, a Sega faz questão de ajudar a empresa.
Nos arcades, uma revolução: o lendário "Street Fighter II", jogo mais famoso da década de 90 e renovador do gênero luta, é lançado. As casas de arcade se revigoram e compram placas e mais placas de "Street Fighter II". A concorrência investe em dezenas de similares de jogos de luta, que se tornaram sensação dos fliperamas, além de jogos mais sofisticados, como os de corrida com seus gabinetes com bancos e câmbio de marchas 'reais'.
A Atari volta às manchetes das revistas de jogos ao anunciar o desenvolvimento de um novo console de 16 bits, para competir com a Sega e a Nintendo.
1992
O atrito entre as softhouses e a Nintendo aumenta. A 'Big N' sé dá bem e consegue contrato de exclusividade de um ano para a conversão de "Street Fighter II". E mais: a Konami se compromete a lançar o jogo das "Tartarugas Ninjas", "Turtles in Time", para o console 16 bits da Nintendo.
A Konami e a Capcom faziam jogos para Mega Drive, mas seus melhores times nunca trabalhavam para o console da Sega. Convencida de que precisava aumentar sua participação no mercado, para atrair as melhores softhouses, e também de que a Nintendo só conseguiu tal feito após lançar séries de sucesso, a Sega corre contra o tempo e lança "Sonic the Hedgehog 2", no Natal. As vendas são estrondosas e ameçacam o reinado da Nintendo.
O Mega Drive ganha seu CD-ROM, o Mega CD, ou Sega CD nos Estados Unidos, mas a Sega não permite que as softhouses tenham acesso fácil a recursos como o zoom e a rotação de sprites.
Para impulsionar a venda do Sega CD, a Sega americana concentra os títulos nos "cinemas interativos", como "Night Trap", gêneros inadequados para cartuchos. Muitos arcades estavam sendo preparados, mas, no Japão, o periférico não pegou e parte dos projetos foi abandonado.
Sony e Nintendo desfazem o projeto do CD-ROM para Super NES. Detalhe: os trabalhos estavam próximos da conclusão. Rumores de que a Sony conseguira um acordo e permitiria a Sony ter os lucros dos jogos de CD para Super Nintendo. Foi quando a Nintendo anunciou planos para trabalhar em conjunto com a Philips numa plataforma compatível com o console CD-i da empresa holandesa. A Sony, indignada, cancelou o desenvolvimento do CD-ROM e de seus jogos e começou a trabalhar num console próprio, de 32 bits com mídia baseada em CD, para destronar a Nintendo.
A Sega joga pesado e põe "Sonic the Hedgehog" no Mega Drive para competir com o novo console da Nintendo. O carismático personagem, que virou mascote da Sega, ganha as capas de muitas revistas que levantam o desafio: Mario ou Sonic, qual é o melhor? Mario ganha a disputa.
Acontece a primeira investida da Sony no mercado de videogames. A empresa propõe o lançamento de um CD-ROM, o PlayStation, para o Super NES. O periférico melhoraria as capacidades gráficas e sonoras com o novo formato em CD.
A Galoob Toys lança o Game Genie, um acessório que permite "mexer" no jogo: obter vidas infinitas e truques que deixam os jogos mais fáceis são os trunfos do apetrecho. Mais uma vez, a Nintendo não gosta nada da história. De acordo com a empresa, o Game Genie reduz o a diversão do jogo. A Nintendo perde a ação e o acessório continua sendo vendido. Ele é usado hoje em dia para rodar jogos no Nintendo, ultrapassando o chip de proteção do console (que com o tempo pára de funcionar direito). Quando a Galoob vai produzir uma versão para o Mega Drive, a Sega faz questão de ajudar a empresa.
Nos arcades, uma revolução: o lendário "Street Fighter II", jogo mais famoso da década de 90 e renovador do gênero luta, é lançado. As casas de arcade se revigoram e compram placas e mais placas de "Street Fighter II". A concorrência investe em dezenas de similares de jogos de luta, que se tornaram sensação dos fliperamas, além de jogos mais sofisticados, como os de corrida com seus gabinetes com bancos e câmbio de marchas 'reais'.
A Atari volta às manchetes das revistas de jogos ao anunciar o desenvolvimento de um novo console de 16 bits, para competir com a Sega e a Nintendo.
1992
O atrito entre as softhouses e a Nintendo aumenta. A 'Big N' sé dá bem e consegue contrato de exclusividade de um ano para a conversão de "Street Fighter II". E mais: a Konami se compromete a lançar o jogo das "Tartarugas Ninjas", "Turtles in Time", para o console 16 bits da Nintendo.
| "SONIC", "FINAL FIGHT", "CONTRA III" E OUTROS (1991-1992) |
|---|
A Konami e a Capcom faziam jogos para Mega Drive, mas seus melhores times nunca trabalhavam para o console da Sega. Convencida de que precisava aumentar sua participação no mercado, para atrair as melhores softhouses, e também de que a Nintendo só conseguiu tal feito após lançar séries de sucesso, a Sega corre contra o tempo e lança "Sonic the Hedgehog 2", no Natal. As vendas são estrondosas e ameçacam o reinado da Nintendo.
O Mega Drive ganha seu CD-ROM, o Mega CD, ou Sega CD nos Estados Unidos, mas a Sega não permite que as softhouses tenham acesso fácil a recursos como o zoom e a rotação de sprites.
Para impulsionar a venda do Sega CD, a Sega americana concentra os títulos nos "cinemas interativos", como "Night Trap", gêneros inadequados para cartuchos. Muitos arcades estavam sendo preparados, mas, no Japão, o periférico não pegou e parte dos projetos foi abandonado.
Sony e Nintendo desfazem o projeto do CD-ROM para Super NES. Detalhe: os trabalhos estavam próximos da conclusão. Rumores de que a Sony conseguira um acordo e permitiria a Sony ter os lucros dos jogos de CD para Super Nintendo. Foi quando a Nintendo anunciou planos para trabalhar em conjunto com a Philips numa plataforma compatível com o console CD-i da empresa holandesa. A Sony, indignada, cancelou o desenvolvimento do CD-ROM e de seus jogos e começou a trabalhar num console próprio, de 32 bits com mídia baseada em CD, para destronar a Nintendo.
A História do Videogame 1989
Reprodução
Capa de "Tetris" da Tengen (Atari). Hoje, uma raridade para NES
A Atari descobre um meio de passar pelo chip de bloqueio do NES e lança jogos não autorizados pela Nintendo, sob a marca de Tengen.
Seguem-se inúmeros processos e recursos. A Atari ganha os direitos de lançar para o NES as versões de "Shinobi", "Alien Syndrome" e "Afterburner", todos da Sega, e conversões de arcades da própria Atari. As brigas continuam, desta vez envolvendo os direitos de "Tetris". A Atari criou uma versão com melhores gráficos para até dois jogadores, mas a Nintendo vence nos tribunais. Resta a Atari retirar seus cartuchos do mercado.
Um armazém da Tengen, abarrotado de jogos "Tetris", é destruído. Varejistas fazem a festa e vendem as cópias que têm por US$ 100.
Crédito
Game Boy começa sua carreira de sucesso nos EUA. "Tetris" e "Alleyway" são os primeiros jogos
VEJA FOTO DE "ALLEYWAY"
A Nintendo lança o Game Boy nos Estados Unidos. Preço: US$ 149,95. O videogame portátil com imagens em preto-e-branco vinha com o cartucho "Tetris" e começou uma história de recordes. Versões de "Super Mario" o "Super Mario Land", um clone de "Breakout", "Alleyway" e um jogo de beisebol foram lançados rapidamente.
A NEC lança o PC Engine nos Estados Unidos com o nome de TurboGrafx-16, por US$ 189,95. Apesar das negociações com grandes softhouses no Japão, a NEC não tinha poder de fogo para combater o NES. O TurboGrafx 16 foi o primeiro console a ter CD-ROM, mas o número de títulos, nos Estados Unidos, era pequeno.
Enquanto a Nintendo, e outras empresas, tem problemas com a imprensa especializada - a Nintendo reluta em passar informações para veículos que não sejam seus, como a Nintendo Power. Já a NEC faz acordos com a Video Games & Computer Entertainment e a Sendai Publishing que anunciam a criação de uma revista especializada para TurboGrafx, com informações vindo direto dos relações públicas da empresa.
Reprodução
Mega Drive chega aos Estados com novo nome: Sega Genesis. Gráficos de 'última geração' fazem do console 16-bits da Sega um sucesso
Ainda dependendo da Tonka e de uma filial pequena, mas em crescimento, a Sega lança o Genesis - Mega Drive para brasileiros e japoneses - nos Estados Unidos. No Japão, o console já tinha relativo sucesso. Ao preço de US$ 249,95, o Genesis vinha acompanhado de "Altered Beast". O marketing da Sega, que valorizava o potencial da máquina para conversões de arcades, ajudou o Genesis a ser um sucesso.
A Atari também lança um portátil, o Lynx, desenvolvido pela Epyx que já andava mal das pernas. Ainda assim, a Epyx lançou grandes jogos para o Lynx e a Atari fez conversões do 7800 e de seus arcades. Apesar de colorido e do bom hardware, o portátil da Atari não pegou. Além de mais caro que o Game Boy - custava US$ 179,95 -, o aparelho enfrentou os boatos de falência que envolviam sua criadora.
"GOLDEN AXE", "STRIDER", "MARIO" E OUTROS (1989-1990)
MAIS VÍDEOS DA "HISTÓRIA DO VIDEOGAME"
1990
"Super Mario Bros. 3", o jogo mais vendido de toda a história, é lançado. Apesar de enfrentar a concorrência do Mega Drive e do TurboGrafx, o NES teve o seu melhor ano. console contou com a ajudinha extra das softhouses que lançaram cartuchos com chips para que os gráficos fossem melhores.
Reprodução
O Super Famicom causou filas no Japão, em 21 de novembro de 1990
Divulgação
Game Gear, portátil da Sega com a tecnologia do Master System, saiu no Japão em 6 de outubro de 1990
No Japão, o Super Famicom, Super NES para os brasileiros e americanos, é lançado. O console de 16 bits da Nintendo, guardadas as devidas proporções, é que mais se parece com os videogames atuais. Acompanhado de "Super Mario World", o Super Famicom provocou filas gigantescas diante das lojas especializadas.
Nos EUA, a Nintendo briga na justiça com a rede de locadoras Blockbuster e defende a tese de que o aluguel de cartuchos derruba as vendas.
A SNK, que durante muito tempo desenvolveu jogos para NES, como a série "Ikari Warriors" e "Crystallis", lança seu sistema de 16 bits, o Neo Geo. A plataforma, com versões profissionais (arcade) e domésticas, era muito superior aos consoles existentes, tanto em desempenho quanto em preço. Os consoles da SNK custavam US$ 500; os cartuchos, US$ 150. Esses números nada convidativos mantiveram as vendas em baixa.
A Sega mantém a política de conversão de jogos do arcade para o Mega Drive. O console ganha versões de "E-Swat", "Afterburner II" e outros sucessos, além de garantir os direitos do fantástico, porém desconhecido, arcade "Strider", o primeiro jogo de console com oito megabits. A Capcom já havia lançado uma versão adaptada de "Strider" para o NES. Mas é a conversão da Sega é que se destaca, tanto que "Strider" ganhou títulos de melhor jogo do ano. No departamento de hardware, a companhia lança o portátil Game Gear, com a mesma tecnologia do Master System, em 6 de outubro no Japão. O aparelho chegaria ao Ocidente no ano seguinte.
Crédito
"Strider" para Mega Drive (Sega Genesis): melhor jogo de 90
AMPLIAR FOTO
Mais um portátil é lançado: TurboExpress, da NEC. O TurboExpress podia ser conectado a um sintonizador de TV. Na verdade, era um TurboGrafx portátil, com um ótimo monitor de cristal líquido. Preço: US$ 299,95. Pela segunda vez na história, um console vira portátil e, pela primeira vez, vem com monitor. O primeiro console a virar portátil foi o TV Boy, versão compacta do Atari 2600. Sem monitor e com entrada para cartucho, apesar de ter 100 jogos na memória, O TV Boy funcionava com pilha.
Capa de "Tetris" da Tengen (Atari). Hoje, uma raridade para NES
A Atari descobre um meio de passar pelo chip de bloqueio do NES e lança jogos não autorizados pela Nintendo, sob a marca de Tengen.
Seguem-se inúmeros processos e recursos. A Atari ganha os direitos de lançar para o NES as versões de "Shinobi", "Alien Syndrome" e "Afterburner", todos da Sega, e conversões de arcades da própria Atari. As brigas continuam, desta vez envolvendo os direitos de "Tetris". A Atari criou uma versão com melhores gráficos para até dois jogadores, mas a Nintendo vence nos tribunais. Resta a Atari retirar seus cartuchos do mercado.
Um armazém da Tengen, abarrotado de jogos "Tetris", é destruído. Varejistas fazem a festa e vendem as cópias que têm por US$ 100.
Crédito
Game Boy começa sua carreira de sucesso nos EUA. "Tetris" e "Alleyway" são os primeiros jogos
VEJA FOTO DE "ALLEYWAY"
A Nintendo lança o Game Boy nos Estados Unidos. Preço: US$ 149,95. O videogame portátil com imagens em preto-e-branco vinha com o cartucho "Tetris" e começou uma história de recordes. Versões de "Super Mario" o "Super Mario Land", um clone de "Breakout", "Alleyway" e um jogo de beisebol foram lançados rapidamente.
A NEC lança o PC Engine nos Estados Unidos com o nome de TurboGrafx-16, por US$ 189,95. Apesar das negociações com grandes softhouses no Japão, a NEC não tinha poder de fogo para combater o NES. O TurboGrafx 16 foi o primeiro console a ter CD-ROM, mas o número de títulos, nos Estados Unidos, era pequeno.
Enquanto a Nintendo, e outras empresas, tem problemas com a imprensa especializada - a Nintendo reluta em passar informações para veículos que não sejam seus, como a Nintendo Power. Já a NEC faz acordos com a Video Games & Computer Entertainment e a Sendai Publishing que anunciam a criação de uma revista especializada para TurboGrafx, com informações vindo direto dos relações públicas da empresa.
Reprodução
Mega Drive chega aos Estados com novo nome: Sega Genesis. Gráficos de 'última geração' fazem do console 16-bits da Sega um sucesso
Ainda dependendo da Tonka e de uma filial pequena, mas em crescimento, a Sega lança o Genesis - Mega Drive para brasileiros e japoneses - nos Estados Unidos. No Japão, o console já tinha relativo sucesso. Ao preço de US$ 249,95, o Genesis vinha acompanhado de "Altered Beast". O marketing da Sega, que valorizava o potencial da máquina para conversões de arcades, ajudou o Genesis a ser um sucesso.
A Atari também lança um portátil, o Lynx, desenvolvido pela Epyx que já andava mal das pernas. Ainda assim, a Epyx lançou grandes jogos para o Lynx e a Atari fez conversões do 7800 e de seus arcades. Apesar de colorido e do bom hardware, o portátil da Atari não pegou. Além de mais caro que o Game Boy - custava US$ 179,95 -, o aparelho enfrentou os boatos de falência que envolviam sua criadora.
"GOLDEN AXE", "STRIDER", "MARIO" E OUTROS (1989-1990)
MAIS VÍDEOS DA "HISTÓRIA DO VIDEOGAME"
1990
"Super Mario Bros. 3", o jogo mais vendido de toda a história, é lançado. Apesar de enfrentar a concorrência do Mega Drive e do TurboGrafx, o NES teve o seu melhor ano. console contou com a ajudinha extra das softhouses que lançaram cartuchos com chips para que os gráficos fossem melhores.
Reprodução
O Super Famicom causou filas no Japão, em 21 de novembro de 1990
Divulgação
Game Gear, portátil da Sega com a tecnologia do Master System, saiu no Japão em 6 de outubro de 1990
No Japão, o Super Famicom, Super NES para os brasileiros e americanos, é lançado. O console de 16 bits da Nintendo, guardadas as devidas proporções, é que mais se parece com os videogames atuais. Acompanhado de "Super Mario World", o Super Famicom provocou filas gigantescas diante das lojas especializadas.
Nos EUA, a Nintendo briga na justiça com a rede de locadoras Blockbuster e defende a tese de que o aluguel de cartuchos derruba as vendas.
A SNK, que durante muito tempo desenvolveu jogos para NES, como a série "Ikari Warriors" e "Crystallis", lança seu sistema de 16 bits, o Neo Geo. A plataforma, com versões profissionais (arcade) e domésticas, era muito superior aos consoles existentes, tanto em desempenho quanto em preço. Os consoles da SNK custavam US$ 500; os cartuchos, US$ 150. Esses números nada convidativos mantiveram as vendas em baixa.
A Sega mantém a política de conversão de jogos do arcade para o Mega Drive. O console ganha versões de "E-Swat", "Afterburner II" e outros sucessos, além de garantir os direitos do fantástico, porém desconhecido, arcade "Strider", o primeiro jogo de console com oito megabits. A Capcom já havia lançado uma versão adaptada de "Strider" para o NES. Mas é a conversão da Sega é que se destaca, tanto que "Strider" ganhou títulos de melhor jogo do ano. No departamento de hardware, a companhia lança o portátil Game Gear, com a mesma tecnologia do Master System, em 6 de outubro no Japão. O aparelho chegaria ao Ocidente no ano seguinte.
Crédito
"Strider" para Mega Drive (Sega Genesis): melhor jogo de 90
AMPLIAR FOTO
Mais um portátil é lançado: TurboExpress, da NEC. O TurboExpress podia ser conectado a um sintonizador de TV. Na verdade, era um TurboGrafx portátil, com um ótimo monitor de cristal líquido. Preço: US$ 299,95. Pela segunda vez na história, um console vira portátil e, pela primeira vez, vem com monitor. O primeiro console a virar portátil foi o TV Boy, versão compacta do Atari 2600. Sem monitor e com entrada para cartucho, apesar de ter 100 jogos na memória, O TV Boy funcionava com pilha.
A História do Videogame 1987
A Nintendo continua crescendo e encurrala os adversários.
A Atari ainda faz jogos para o 2600, mas estes são ignorados pela imprensa. A empresa também trabalha em conversões de "Galaga" e "Dig Dug" (Namco); "Asteroids" e "Centipede" (Atari); "Robotron: 2084" e "Joust" (Williams) e "One-in-One Basketball" (Electronic Arts) para o 7800.
"Legend of Zelda" chega aos Estados Unidos em forma de cartucho; a Nintendo decide não levar o caro periférico Disk Drive para o país do Tio Sam. Jogos como "Kid Icarus" e "Metroid" aumentam a fama do NES.
Mais um lançamento da Atari: o console Atari XE. Pela segunda vez, a empresa requenta tecnologia e tenta vendê-la como se fosse de ponta. Ao contrário do Atari 5200, o novo console usava cartuchos dos moribundos computadores da linha XE. O pacote incluía dois jogos, "Barnyard Blaster" e "Flight Simulator II", uma pistola e um teclado destacável - este último item deixou o console mais caro que o NES. Com teclas grandes e em tons pastéis, junto com uma versão em cinza claro do tradicional joystick do 2600, e fisicamente maior que o console da Nintendo, o Atari XE não emplacou. A compatibilidade com os periféricos, como disk drives, impressoras e modems dos velhos XE despertou o interesse dos donos desses computadores, mas, mesmo assim, o Atari XE afundou.
Reprodução
No Japão, o PC Engine não fez feio feio frente à Sega e Nintendo e deixou excelentes jogos
Enquanto isso, a NEC lança o PC Engine, videogame de 8 bits que teve o apoio da softhouse Hudson, famosa pela série "Bomberman". A Hudson forjou um acordo com softhouses de menor expressão para distribuir seus jogos. E mudou sua linha de trabalho para que os novos jogos ficassem diferentes dos títulos já produzidos para o NES, sucessos como "Bomberman", "Star Soldier" e "Faxanadu".
1988
A NEC faz acordos com Irem e Namco, e dá um importante passo para consolidar o sucesso do PC Engine.
"GALAGA", "METROID", "TETRIS" E OUTROS (1987-1988)
MAIS VÍDEOS DA "HISTÓRIA DO VIDEOGAME"
Nesse ano foram lançados os jogos "R-Type" (Irem), "Fighting Street", o primeiro "Street Fighter", (Capcom) e jogos originais como "Power League Baseball" (Hudson). A Namco cria jogos de esporte, um de beisebol e outro de tênis; "Galaga '88", uma versão mais moderna do sucesso de 1981 e "Dragon Spirit", conversão de um grande sucesso dos arcades.
As brigas judiciais no mundo dos games intensificam-se. A Atari leva a Nintendo aos tribunais, alegando prática ilegal de monopólio, controle de preços e bloqueio eletrônico, via chip, para proibir o desenvolvimento de softwares de empresas não autorizadas.
Após o fracasso de sua linha de computadores ST (o "Jackintosh"), e de todos os produtos domésticos, a Atari, dirigida pelos desorientados Tramiels, lança versões de "Donkey Kong" (1981), "Donkey Kong Junior" (1982) e "Mario Brothers" (1983) para o 7800.
Alexey Leonidovich Pajitnov, nascido em 1956, mudou-se para os EUA em 1991 e fundou a Tetris Company. Entre muitos trabalhos, participou do design de "Yoshi's Cookie" (SNES) e fez "Hexic HD", para o Xbox 360
Um dos maiores sucessos da história é lançado: "Tetris", do russo Alexey Pajitnov. Embora tenha criado um jogo conhecido mundialmente e que vendeu na casa dos milhões de unidades, na época, Pajitnov não viu a cor do dinheiro, sugado pela política comunista. Até hoje, "Tetris" é inspiração para muitos quebra-cabeças.
A Nintendo lança a seqüência de "Legend of Zelda": The Adventure of Link" e "Super Mario 2". Esse, na verdade, não é o mesmo "Mario 2" lançado no Japão: considerado muito difícil para o público americano, a Nintendo of America adaptou o game "Doki Doki Panic" com os personagens de "Mario 1" e assim nasceu o que os japoneses conhecem como "Super Mario USA".
A Atari ainda faz jogos para o 2600, mas estes são ignorados pela imprensa. A empresa também trabalha em conversões de "Galaga" e "Dig Dug" (Namco); "Asteroids" e "Centipede" (Atari); "Robotron: 2084" e "Joust" (Williams) e "One-in-One Basketball" (Electronic Arts) para o 7800.
"Legend of Zelda" chega aos Estados Unidos em forma de cartucho; a Nintendo decide não levar o caro periférico Disk Drive para o país do Tio Sam. Jogos como "Kid Icarus" e "Metroid" aumentam a fama do NES.
Mais um lançamento da Atari: o console Atari XE. Pela segunda vez, a empresa requenta tecnologia e tenta vendê-la como se fosse de ponta. Ao contrário do Atari 5200, o novo console usava cartuchos dos moribundos computadores da linha XE. O pacote incluía dois jogos, "Barnyard Blaster" e "Flight Simulator II", uma pistola e um teclado destacável - este último item deixou o console mais caro que o NES. Com teclas grandes e em tons pastéis, junto com uma versão em cinza claro do tradicional joystick do 2600, e fisicamente maior que o console da Nintendo, o Atari XE não emplacou. A compatibilidade com os periféricos, como disk drives, impressoras e modems dos velhos XE despertou o interesse dos donos desses computadores, mas, mesmo assim, o Atari XE afundou.
Reprodução
No Japão, o PC Engine não fez feio feio frente à Sega e Nintendo e deixou excelentes jogos
Enquanto isso, a NEC lança o PC Engine, videogame de 8 bits que teve o apoio da softhouse Hudson, famosa pela série "Bomberman". A Hudson forjou um acordo com softhouses de menor expressão para distribuir seus jogos. E mudou sua linha de trabalho para que os novos jogos ficassem diferentes dos títulos já produzidos para o NES, sucessos como "Bomberman", "Star Soldier" e "Faxanadu".
1988
A NEC faz acordos com Irem e Namco, e dá um importante passo para consolidar o sucesso do PC Engine.
"GALAGA", "METROID", "TETRIS" E OUTROS (1987-1988)
MAIS VÍDEOS DA "HISTÓRIA DO VIDEOGAME"
Nesse ano foram lançados os jogos "R-Type" (Irem), "Fighting Street", o primeiro "Street Fighter", (Capcom) e jogos originais como "Power League Baseball" (Hudson). A Namco cria jogos de esporte, um de beisebol e outro de tênis; "Galaga '88", uma versão mais moderna do sucesso de 1981 e "Dragon Spirit", conversão de um grande sucesso dos arcades.
As brigas judiciais no mundo dos games intensificam-se. A Atari leva a Nintendo aos tribunais, alegando prática ilegal de monopólio, controle de preços e bloqueio eletrônico, via chip, para proibir o desenvolvimento de softwares de empresas não autorizadas.
Após o fracasso de sua linha de computadores ST (o "Jackintosh"), e de todos os produtos domésticos, a Atari, dirigida pelos desorientados Tramiels, lança versões de "Donkey Kong" (1981), "Donkey Kong Junior" (1982) e "Mario Brothers" (1983) para o 7800.
Alexey Leonidovich Pajitnov, nascido em 1956, mudou-se para os EUA em 1991 e fundou a Tetris Company. Entre muitos trabalhos, participou do design de "Yoshi's Cookie" (SNES) e fez "Hexic HD", para o Xbox 360
Um dos maiores sucessos da história é lançado: "Tetris", do russo Alexey Pajitnov. Embora tenha criado um jogo conhecido mundialmente e que vendeu na casa dos milhões de unidades, na época, Pajitnov não viu a cor do dinheiro, sugado pela política comunista. Até hoje, "Tetris" é inspiração para muitos quebra-cabeças.
A Nintendo lança a seqüência de "Legend of Zelda": The Adventure of Link" e "Super Mario 2". Esse, na verdade, não é o mesmo "Mario 2" lançado no Japão: considerado muito difícil para o público americano, a Nintendo of America adaptou o game "Doki Doki Panic" com os personagens de "Mario 1" e assim nasceu o que os japoneses conhecem como "Super Mario USA".
A História do Videogame 1985
A Nintendo começa a fazer testes em Nova York para vender o NES no mercado norte-americano. Os varejistas estavam tão céticos em relação aos videogames que a Nintendo teve de concordar em recomprar tudo que não fosse vendido pelas lojas. E mais: deveria reformular o design para se adaptar ao gosto americano, para quem videogame era acessório de TV, não um brinquedo. Para vender o console em lojas avessas aos videogames, a empresa também inventou um robô, o R.O.B. Nessas lojas, ao invés de ser vendido como videogame, o NES vira um pacote para jogos de robô. Coisa de americano! No final, apenas dois jogos saíram para o R.O.B.: "Stack-Up" e "Gyromite", que acompanha o acessório.
Uma pistola para jogos como "Wild Gunman", "Duck Hunt" e "Hogan's Alley", sucessos do arcade e do Famicom, no Japão, é lançada. Munido de ótimos jogos da própria Nintendo, e de conversões de sucessos do arcade como "Kung Fu Master", da Irem, e o lendário "Super Mario Bros.", o NES não demora para emplacar nos Estados Unidos, apesar do lançamento patrulhado.
Divulgação
Caixinha dos primeiros jogos do NES nos Estados Unidos. A Nintendo mantinha um padrão, mas as produtoras terceirizadas tinham liberdade de criar sua embalagem
VEJA FOTOS DOS JOGOS
Seguindo a Apple, que fez sucesso com o Macintosh, a Atari, de Tramiel, também prepara um computador baseado no chip 68000 (Motorola, 16 bits), o 520ST, internamente chamado de "Jackintosh".
Também em 1985, foi lançada a segunda versão do MSX, o MSX2, com melhores gráficos e RAM mínima de 64KB.
Os jogos eram lançados em cartuchos, mas cópias de programas podiam ser encontradas em fitas cassetes e, depois, em disquetes. Com o aparecimento de jogos maiores que 64KB, os chamados MegaROMs, foram desenvolvidos periféricos específicos para acomodar todos os dados e permitir que as cópias rodassem sem sobressaltos.
Crédito
O visual de Snake na embalagem de "Metal Gear" para MSX
Crédito
Com algumas diferenças, o jogo do MSX foi adaptado para o NES
Foi nesse período que o MSX viu seus melhores jogos e, de longe, a Konami foi a softhouse que mais obteve sucesso na plataforma. Clássicos como "Vampire Killer" - precursor de "Castlevania" -, "Parodius" e "Metal Gear" nasceram no MSX. Outros jogos da Konami que fizeram sucesso incluem "Penguin Adventure" - o primeiro jogo de Hideo Kojima, que viria a criar "Snatcher" e os dois "Metal Gear" para a plataforma -, as séries "Gradius", "Knightmare" e "King's Valley", além de "Goemon" ("Legend of the Mystical Ninja") e "Space Manbow".
A companhia dava muita importância às trilhas musicais e chegou a desenvolver um chip, que vinha embutido em seus cartuchos, que acrescenta cinco canais de som aos três nativos do computador. Essa tecnologia, chamada de SCC, também foi usada no NES, em games como "Castlevania III: Dracula's Curse". Assim, os jogos da Konami também eram conhecidos pelas memoráveis composições, como as de "Gradius 2", "Salamander", "Parodius" e "Snatcher", tidas como algumas das melhores da história.
Apesar de grandes jogos e o computador mais popular do Japão nos anos 80, o MSX perdeu a concorrência para o NES - também lançado em 83 -, mais barato e com processador de vídeo melhor. O MSX2 veio com gráficos mais elaborados, mas continuou longe de competir no quesito custo. Além disso, não conseguiu ter sucesso nos Estados Unidos, onde o Commodore 64 era popular. Seu sucesso ficou localizado, fora do Japão, na Coréia do Sul, na Europa (principalmente na Holanda e Espanha), além de países árabes e no Brasil. Também foi muito popular na Rússia, pois era um dos poucos computadores permitidos para importação e foi usado até na estação espacial Mir.
"KUNG FU MASTER", "ZELDA", "1942" E OUTROS (1985-1986)
MAIS VÍDEOS DA "HISTÓRIA DO VIDEOGAME"
1986
Satisfeita com o teste aplicado em Nova York, a Nintendo contrata a World of Wonder, criadora de Teddy Ruxpin e Laser Tag, para ajudar no marketing do NES em território norte-americano. O sistema estreou com dois pacotes: um com o R.O.B., a pistola e os jogos "Gyromite" (para R.O.B.), "Duck Hunt" e "Super Mario Bros.", ao preço de US$ 249; o outro, mais básico, vinha com "Super Mario Bros." e custava US$ 199.
[Reprodução]
Sega Master System: sucesso no Brasil, quase um desconhecido no resto do mundo
A Sega também entra no mercado americano com seu console, o Master System, esperando desempenho superior ao do mercado japonês. Distribuído pela Tonka, fabricante de caminhões de brinquedo, o console chega com a força do nome Sega nos arcades e alguns jogos originais, como "Hang On" e "Fantasy Star", mas não decola. As conversões de arcade da Sega eram muito fracas, apesar de outras softhouses terem desenvolvido bons trabalhos. A pistola e os caros óculos 3D, ambos para poucos jogos, não ajudam a melhorar a imagem do Master System. Posteriormente, o console é lançado no Brasil pela Tectoy e, sem a concorrência da Nintendo, acaba se tornando febre.
[Reprodução]
Com jogos requentados da geração passada, não deu para o Atari 7800
A Atari lança o Atari 7800 que, ao contrário do 5200, era compatível com jogos do 2600. Tarde demais. A imagem da empresa já estava manchada e as revistas criticaram os antigos títulos que foram lançados. A Nintendo domina o mercado vendendo 10 vezes mais que seus competidores. No Japão, é lançado um drive de discos com os jogos de golfe, futebol e o mitológico "Legend of Zelda". O sucesso da Nintendo faz com que várias softhouses a procurem para produzir jogos para o NES. Até empresas que davam suporte à Atari entram na onda.
Uma pistola para jogos como "Wild Gunman", "Duck Hunt" e "Hogan's Alley", sucessos do arcade e do Famicom, no Japão, é lançada. Munido de ótimos jogos da própria Nintendo, e de conversões de sucessos do arcade como "Kung Fu Master", da Irem, e o lendário "Super Mario Bros.", o NES não demora para emplacar nos Estados Unidos, apesar do lançamento patrulhado.
Divulgação
Caixinha dos primeiros jogos do NES nos Estados Unidos. A Nintendo mantinha um padrão, mas as produtoras terceirizadas tinham liberdade de criar sua embalagem
VEJA FOTOS DOS JOGOS
Seguindo a Apple, que fez sucesso com o Macintosh, a Atari, de Tramiel, também prepara um computador baseado no chip 68000 (Motorola, 16 bits), o 520ST, internamente chamado de "Jackintosh".
Também em 1985, foi lançada a segunda versão do MSX, o MSX2, com melhores gráficos e RAM mínima de 64KB.
Os jogos eram lançados em cartuchos, mas cópias de programas podiam ser encontradas em fitas cassetes e, depois, em disquetes. Com o aparecimento de jogos maiores que 64KB, os chamados MegaROMs, foram desenvolvidos periféricos específicos para acomodar todos os dados e permitir que as cópias rodassem sem sobressaltos.
Crédito
O visual de Snake na embalagem de "Metal Gear" para MSX
Crédito
Com algumas diferenças, o jogo do MSX foi adaptado para o NES
Foi nesse período que o MSX viu seus melhores jogos e, de longe, a Konami foi a softhouse que mais obteve sucesso na plataforma. Clássicos como "Vampire Killer" - precursor de "Castlevania" -, "Parodius" e "Metal Gear" nasceram no MSX. Outros jogos da Konami que fizeram sucesso incluem "Penguin Adventure" - o primeiro jogo de Hideo Kojima, que viria a criar "Snatcher" e os dois "Metal Gear" para a plataforma -, as séries "Gradius", "Knightmare" e "King's Valley", além de "Goemon" ("Legend of the Mystical Ninja") e "Space Manbow".
A companhia dava muita importância às trilhas musicais e chegou a desenvolver um chip, que vinha embutido em seus cartuchos, que acrescenta cinco canais de som aos três nativos do computador. Essa tecnologia, chamada de SCC, também foi usada no NES, em games como "Castlevania III: Dracula's Curse". Assim, os jogos da Konami também eram conhecidos pelas memoráveis composições, como as de "Gradius 2", "Salamander", "Parodius" e "Snatcher", tidas como algumas das melhores da história.
Apesar de grandes jogos e o computador mais popular do Japão nos anos 80, o MSX perdeu a concorrência para o NES - também lançado em 83 -, mais barato e com processador de vídeo melhor. O MSX2 veio com gráficos mais elaborados, mas continuou longe de competir no quesito custo. Além disso, não conseguiu ter sucesso nos Estados Unidos, onde o Commodore 64 era popular. Seu sucesso ficou localizado, fora do Japão, na Coréia do Sul, na Europa (principalmente na Holanda e Espanha), além de países árabes e no Brasil. Também foi muito popular na Rússia, pois era um dos poucos computadores permitidos para importação e foi usado até na estação espacial Mir.
"KUNG FU MASTER", "ZELDA", "1942" E OUTROS (1985-1986)
MAIS VÍDEOS DA "HISTÓRIA DO VIDEOGAME"
1986
Satisfeita com o teste aplicado em Nova York, a Nintendo contrata a World of Wonder, criadora de Teddy Ruxpin e Laser Tag, para ajudar no marketing do NES em território norte-americano. O sistema estreou com dois pacotes: um com o R.O.B., a pistola e os jogos "Gyromite" (para R.O.B.), "Duck Hunt" e "Super Mario Bros.", ao preço de US$ 249; o outro, mais básico, vinha com "Super Mario Bros." e custava US$ 199.
[Reprodução]
Sega Master System: sucesso no Brasil, quase um desconhecido no resto do mundo
A Sega também entra no mercado americano com seu console, o Master System, esperando desempenho superior ao do mercado japonês. Distribuído pela Tonka, fabricante de caminhões de brinquedo, o console chega com a força do nome Sega nos arcades e alguns jogos originais, como "Hang On" e "Fantasy Star", mas não decola. As conversões de arcade da Sega eram muito fracas, apesar de outras softhouses terem desenvolvido bons trabalhos. A pistola e os caros óculos 3D, ambos para poucos jogos, não ajudam a melhorar a imagem do Master System. Posteriormente, o console é lançado no Brasil pela Tectoy e, sem a concorrência da Nintendo, acaba se tornando febre.
[Reprodução]
Com jogos requentados da geração passada, não deu para o Atari 7800
A Atari lança o Atari 7800 que, ao contrário do 5200, era compatível com jogos do 2600. Tarde demais. A imagem da empresa já estava manchada e as revistas criticaram os antigos títulos que foram lançados. A Nintendo domina o mercado vendendo 10 vezes mais que seus competidores. No Japão, é lançado um drive de discos com os jogos de golfe, futebol e o mitológico "Legend of Zelda". O sucesso da Nintendo faz com que várias softhouses a procurem para produzir jogos para o NES. Até empresas que davam suporte à Atari entram na onda.
A História do Videogame 1984
Reprodução
Em 1984, "Gremlins" era sucesso nos cinemas, mas o jogo para Atari 2600 foi ignorado
AMPLIAR FOTO
Game over. 84 foi o ano negro da história do videogame. Num piscar de olhos, o consumidor deixa de se interessar pelas máquinas de jogar. Por quê? As vendas de consoles caem vertiginosamente. Afinal, por que gastar US$ 150 num videogame nos Estados Unidos, se um computador custa US$ 200? O computador também serve para atividades educacionais e muitas outras coisas. Além disso, as revistas especializadas oferecem 4 ou 5 programas novos, inclusive jogos, a cada edição.
Já no final de 83, empresas não ligadas ao mundo dos jogos de videogame começam a entrar em contato com softhouses para criarem jogos promocionais. Literalmente, até barraca de cachorro-quente queria jogos que valorizassem a marca para usar como material de divulgação. Mas os games produzidos eram horríveis e o público, cansado desse joguinho de marketing, perde o interesse por jogos.
EXCITE BIKE, MOON PATROL E OUTROS (1984)
MAIS VÍDEOS DA "HISTÓRIA DO VIDEOGAME"
Esse era o panorama no ocidente. Enquanto isso, no outro lado do mundo, o Nintendo Entertainment System, ou NES, começava a nascer. O Famicom, nome oriental do console que transformaria a Nintendo numa gigante, ganhava apoio das primeiras softhouses independentes que começaram a criar games para a plataforma.
A primeira a entrar no barco foi a Hudson, que mais tarde viria a lançar clássicos como "Star Soldier", "Bomberman" e "Adventure Island". Mas os seus primeiros jogos, que vieram ao final de julho, eram "Nuts & Milk" e "Lode Runner". Ambos tinham funções para criar suas próprias fases e a gravação de dados era feita através de fitas cassete, usando o periférico Family Basic, que transformava o Famicom num computador.
Reprodução
"Mappy" foi um dos primeiros jogos da Namco para o Famicom
Reprodução
Em 1984, a Nintendo já fazia sucesso no Japão com "Excite Bike"
VEJA FOTOS
Quem conseguiu mais sucesso de cara foi a Namcot (atual Namco), trazendo seus atuais clássicos de arcade para o videogame de 8 bits da Nintendo, que incluia os jogos "Galaxian", "Pac-Man", "Mappy" e "Xevious".
A Nintendo também não ficou parada e lançou o também clássico "Excite Bike", outro que permitia editar fases e gravá-los em fita cassete.
O sucesso do Famicom no Japão faria com que os videogames voltassem com força ao ocidente em 1986, poucos meses após o lançamento do NES (Nintendo Entertainment System), que aconteceu em outubro de 1985.
E pensar que a Nintendo procurou a Atari para fazer marketing do seu produto nos Estados Unidos.
Em 1984, "Gremlins" era sucesso nos cinemas, mas o jogo para Atari 2600 foi ignorado
AMPLIAR FOTO
Game over. 84 foi o ano negro da história do videogame. Num piscar de olhos, o consumidor deixa de se interessar pelas máquinas de jogar. Por quê? As vendas de consoles caem vertiginosamente. Afinal, por que gastar US$ 150 num videogame nos Estados Unidos, se um computador custa US$ 200? O computador também serve para atividades educacionais e muitas outras coisas. Além disso, as revistas especializadas oferecem 4 ou 5 programas novos, inclusive jogos, a cada edição.
Já no final de 83, empresas não ligadas ao mundo dos jogos de videogame começam a entrar em contato com softhouses para criarem jogos promocionais. Literalmente, até barraca de cachorro-quente queria jogos que valorizassem a marca para usar como material de divulgação. Mas os games produzidos eram horríveis e o público, cansado desse joguinho de marketing, perde o interesse por jogos.
EXCITE BIKE, MOON PATROL E OUTROS (1984)
MAIS VÍDEOS DA "HISTÓRIA DO VIDEOGAME"
Esse era o panorama no ocidente. Enquanto isso, no outro lado do mundo, o Nintendo Entertainment System, ou NES, começava a nascer. O Famicom, nome oriental do console que transformaria a Nintendo numa gigante, ganhava apoio das primeiras softhouses independentes que começaram a criar games para a plataforma.
A primeira a entrar no barco foi a Hudson, que mais tarde viria a lançar clássicos como "Star Soldier", "Bomberman" e "Adventure Island". Mas os seus primeiros jogos, que vieram ao final de julho, eram "Nuts & Milk" e "Lode Runner". Ambos tinham funções para criar suas próprias fases e a gravação de dados era feita através de fitas cassete, usando o periférico Family Basic, que transformava o Famicom num computador.
Reprodução
"Mappy" foi um dos primeiros jogos da Namco para o Famicom
Reprodução
Em 1984, a Nintendo já fazia sucesso no Japão com "Excite Bike"
VEJA FOTOS
Quem conseguiu mais sucesso de cara foi a Namcot (atual Namco), trazendo seus atuais clássicos de arcade para o videogame de 8 bits da Nintendo, que incluia os jogos "Galaxian", "Pac-Man", "Mappy" e "Xevious".
A Nintendo também não ficou parada e lançou o também clássico "Excite Bike", outro que permitia editar fases e gravá-los em fita cassete.
O sucesso do Famicom no Japão faria com que os videogames voltassem com força ao ocidente em 1986, poucos meses após o lançamento do NES (Nintendo Entertainment System), que aconteceu em outubro de 1985.
E pensar que a Nintendo procurou a Atari para fazer marketing do seu produto nos Estados Unidos.
Assinar:
Postagens (Atom)